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Entrevista com Alex Reis
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1 - Alex conte-nos um pouco de você, como foi seu início?

Meu início com a música foi aos 6 anos estudando violão. Depois aos 8 comecei violão clássico e bateria logo após, pegando firme mesmo com 10 anos de idade. Fui aluno do Conservatório Pestalozzi, estudando com o grande mestre Nelson A. Gonçalves.
Assim foi meu início. Tocando nas panelas da mamãe, no sofá do papai, e em tudo que via pela frente pois não tinha bateria. Fui ter meu primeiro instrumento somente depois de 5 anos de estudo. Vivíamos uma época em que não tínhamos importação de instrumentos. Era tudo mais difícil, instrumentos decentes e material didático de qualidade era raro.
Tocava acompanhando os vinis de meu pai. Beatles, Elvis, Glen Miller, Roberto Carlos(jovem guarda), e logo depois conheci o Rock mais pesado como ACDC, Whitesnake, Deep Purple, Led Zeppelin, etc... Mas o interessante, é que como meu pai vem de família devota de Folia de Reis, e eu cresci ouvindo estas músicas regionais também. Meu avô era Catireiro, e tinha um tio que tocava forró e chorinho e me convidava pra tocar com ele nas domingueiras. Foi assim. Ganhei meu primeiro cachêt com 11 anos e daí em diante fiz disso minha profissão passando por muitas bandas e grupos, encarando tudo que vinha pela frente, rsrsrs
Tive mais dois professores que foram fundamentais na minha formação, o Tio Magno na escola de bateria Drum em São Paulo, e o Mestre Jayme Pladevall em Campinas há mais de 20 anos atrás.

2 - Você estudou com grandes bateristas de renome internacional, poderia citá-los aqui e conte-nos como foi essa experiência?

Posso dizer que um professor que me ajudou muito foi o Chuck Silverman, mas todos com quem tive contato tanto em clínicas, workshops, master classes ou aulas particulares foram de extrema importância na minha formação.
Posso citar: Dave Weckl, Dennis Chambers, Gregg Bissonette, Billy Cobhan, Kenny Aronoff, Rod Morgenstein, Peter Magadinni, Virgil Donati, Daniel Gullacci, Chris Adams, Simon Phillips, Alex Acuna, Valfredo Reyes, Richie Garcia, Dave Friedman, Benhard Wulff, Carmine Appicce, James Abbeysold, Ian Paice, Gustavo Meli, Jô Jô Mayer, Carl Smith (STOMP) e Glen Velez.
Dos brasileiros que tive a honra de participar em workshops e clínicas que foram extremamente importantes: Carlos Bala, Ramon Montagner, Alexandre Cunha, Robertinho Silva, Paulo Campos, Caio Ignácio, Marcos Suzano, Dom Um Romão, Zé Eduardo Nazário, Albino Infantozzih, Duda Neves, Cláudio Celso, Zuzo Moussawer, Márcio Bahia, Nenê, Mauro Hector.
Citei aqui não somente bateristas, mas sim músicos de muita competência que me ensinaram muito.


3- Você tem um trabalho solo intitulado AROEIRA conte-nos um pouco sobre este disco.

Produzi este Cd lançado em 2000, gravado em 1998, com a participação de músicos excelentes e do professor Chuck Silverman.
Gravei da maneira mais profissional possível, com o carinho de fazer tudo com muita qualidade acima de tudo.
O cuidado com a escolha dos músicos, do estúdio (Mega - SP), dos temas, da mixagem, dos instrumentos usados, fotos, encarte, enfim consumiu muito do tempo, esforço e suor.
Valeu muito a pena, pois o resultado foi incrível. Até hoje ainda recebo emails parabenizando-nos pelo trabalho.
Este Cd abriu muitas portas para os músicos da região de Franca. Foi o primeiro Cd de música instrumental deste nível feito por alguém de lá.

4- Você é um batera muito versátil, como adquiriu tamanha versatilidade?

Em primeiro lugar por quê amo a música.
Em segundo lugar por que acredito e demonstro através de minha própria história de vida que pode-se viver trabalhando com a música dignamente.
Em terceiro lugar pela necessidade de concretizar o segundo lugar, rsrsrs
Assim, nunca tive pré-conceito com nenhum tipo de música, apenas filtro o que tem qualidade do que não tem.
Adoro encarar novos desafios, portanto sempre me meto em situações novas e que exigem de mim estudo, pesquisa e mente atenta.

5- E o projeto Casa de Marimbondo? Conte-nos um pouco sobre este projeto.

Projeto idealizado pelo Mestre Jayme Pladevall, em que convidou 4 alunos antigos para formar o Casa de marimbondo.
Teve várias formações, e já passaram pelo grupo o Edú Ribeiro, e o Ramon Montagner, ficando na formação oficial o Jayme, eu, o Pepa D'Elia e o Daniel Gohn.
Gravamos um Cd que recebeu 4 estrelas e meia pela crítica especializada Norte americana da revista Modern Drummer USA.
É um grupo de música contemporânea com 4 bateristas, onde tudo é escrito, composto pelos membros do grupo, e totalmente diferente de qualquer grupo parecido no mundo. Todas as composições são inéditas.
O efeito sonoro e visual de quando tocamos ao vivo é fantástico e único. Todos gostam muito.
Estamos entrando em estúdio este ano novamente para gravar o segundo CD, com muitas novas surpresas que não posso falar agora, mas está em andamento acelerado.
Pra quem se interessar, acesse www.casademarimbondo.com.br que podem ouvir algumas músicas e conhecer melhor o grupo

6 - Hoje você trabalha com Sá, Rodrix e Guarabyra como é participar de um projeto como esse?Você que fez as gravações do último disco deles, como foi o processo de produção do disco?

Na verdade trabalhar com eles é uma honra!
São ícones da música popular brasileira. Eles tem 37 anos de carreira, milhares de composições gravadas por inúmeros artistas, e acima de tudo seres humanos de verdade.
Participo deste trabalho com muito amor, carinho e cuidado na execução de músicas inesquecíveis e eternalizadas como Roque Santeiro, Espanhola, Caçador de mim, Harmonia, Sobradinho e muitas outras.
São obras primas da MPB.
Agora, o show é máximo, pois a pegada deles ao vivo e a energia que rola é muito forte!
Quando pisam no palco parecem garotos de 20 anos de idade e que estão ali para dar o melhor de si.
No ano passado o Zé Rodrix faleceu e o trio voltou a ser uma dupla, mas com o Zé nos show tocávamos também Mestre Jonas, Jesus numa moto e outras mais de composição dele.
Antes dele falecer, gravamos o CD "AMANHÃ" que saiu este ano pela gravadora Roupa Nova Records e que já está em todas as grandes lojas.
Este disco tem arranjos de Ruriá Duprát, Eduardo Souto Neto, Paulo Calasans, e do próprio Trio.
Sou suspeito em falar, mas na minha opinião é um disco antológico do trio.
Vale muito a pena conferir.
Gravamos tudo ao vivo, com pegada de show!!!
O disco tá muito lindo.
E a banda de apoio é muito forte: Pedrão Baldanza (baixo), Fábio Santini (guitarras), Constant Papineanu (teclas).

7 - Com o Fábio Jr. você trabalha também, não é? Como é trabalhar com o Fábio Jr.?

Com o Fábio Jr, faço shows desde 2006 substituindo o batera titular que é meu amigo Pepa que toca comigo no Casa de Marimbondo.
Quando ele não pode por algum motivo, lá estou eu.
Trabalhar tanto com o Fábio quanto com a equipe é formidável pois são muito sérios e competentes.
O Fábio gosta de música boa e de músicos bons, sempre teve bandas da pesadíssima.
Atualmente são 13 músicos no palco, com arranjos muito bons do Amador Longuini, e com uma pegada de show muito legal.
Na minha opinião, no Brasil nesta onda de música romântica, é o Robertão (o Rei) e o Fábio na parada.

8 - Sabemos que alguns artistas gostam que o músico faça exatamente o que está no script, com o Fábio ou o Sá e Guarabyra é assim?

Com eles há momentos de criação pessoal e de seguir o "script".

9 - Além desses quais outros artistas trabalhou?

Com estes, ou toquei, ou gravei, ou acompanhei :Belchior, Paulo Ricardo, Jamily, Jair Rodrigues, Gian e Giovani, César e Paulinho, Chico Rei e Paraná, Mococa e Paraíso, Cláudio Celso, Vera Negri, Mauro Hector, Mozart Melo, Faísca, Jarbas Júnior, David Richards, Amílcar Lobôsco, Lidiane Dualibi (Portugal), Rodrigo Esteves (Espanha), Sandro Lustosa (espanha), Gregg Bissonette (Los Angeles), Chuck Silverman (Los Angeles), Stephan Kurman (Suíça), Fernando Borges, Diego Figueiredo, Zuzo Moussawer, Gabriel Grossi, Daniel Santiago, Amói Ribas, Thiago do Espírito Santo, Guilherme Ribeiro, Cristiano de Oliveira, Sérgio Carvalho, FunkAcid (SP), Grupo Face, Banda Ellus, Grupo Porta Voz, Orquestra Laércio de Franca, Banda Taus, Estação Caixa Prego (SP), Azul Limão (RJ), Mamâe Ganso, Ashakará Trio, Take Trio, Banda Gênese, Eletrônico Tribal, Index, Banda Alto Astral, Ivinho Lopes, Isamara, André Mello, Silvio Galluci, Norberto Zamboni, Ramon Montagner, Alexandre Cunha, Gina e Regina Tatit, Maria das Graças e Magali, Caio Ignácio, Lennon Scarppa, Pepa D´Elia, Daniel Gohn, Jayme Pladevall, Sérgio Pereira e Marivone Lobo, Flávio Anchieta, Thiago Monteiro, Marcelo Johnson, Ozy Ângelo, Ronaldo Sabino, Beto Caldas, Tuco Freire, Alexandre Magno, Geraldino Vieira, Tiago Costa, Samy's Band Evolution, Eletromovie, Rodrigo Del'arc.

10 - Você ministra várias clínicas pelo Brasil, América Latina e Europa, qual o tema mais abordado?

Fora do Brasil o mais abordado é a bateria na música brasileira.
Aqui no Brasil é geral, abordamos bateria em diversas situações, tanto em shows, gravações ou metodologia de estudo e ensino.

11 - Hoje quais são seus projetos?

Sempre melhorar a cada dia mais como ser humano, como pai, como marido, como professor, como aluno, como amigo, como músico e como baterista.
Isto já consome muita dedicação, rsrsrsrs
Mas musicalmente falando, é poder manter bem feito todos estes trabalhos que falei anteriormente em que estou envolvido.
Pro leitor conhecer melhor meu trabalho sugiro entrar no meu blog: www.blogdoalexreis.blogspot.com ou então conhecer estes sites das bandas e projetos em que estou envolvido:
Site "O Baterista"
http://www.obaterista.com/papodebatera/090401_alex_reis_entrevista.htm
http://www.obaterista.com/papodebatera/090401_alex_reis_solo.htm
http://siteobaterista.blogspot.com/

Casa de Marimbondo
http://www.casademarimbondo.com.br/

Voice
http://www.voice.art.br/

Eletromovie
http://www.eletromovie.com.br/

Sá e Guarabyra
http://www.mpbnet.com.br/musicos/sa.rodrix.guarabyra/

Mauro Hector
http://www.maurohector.com.br/

Evolution
http://www.bandaevolution.com.br/

13 - Qual seu set-up?

Depende muito da ocasião.
Procuro me adaptar ao trabalho em que estou envolvido, assim tudo fica dinâmico e nunca me canso do set up.
Sempre tem novos desafios, sempre tem mudanças, sempre me adapto como água.

14 - O Workshop que você ministrará em S. S. do Paraíso abordará quais temas?

Como estou indo pela primeira vez ministrar um workshop em S.S. do Paraíso, vou deixar com que os alunos se sintam a vontade pra que possamos abordar os temas que eles desejarem.
Vou sugerir no momento alguns tópicos, e me adaptarei ao interesse de todos no dia.
Espero humildemente poder contribuir de alguma forma, e acrescentar algo na formação deles como meus mestres foram para mim.
Espero também conhecer todos, e conferir a presença da galera apoiando mais esta iniciativa do prof. Mateus Zani que tem se esforçado muito pra levar música e arte de qualidade para a região.
Tenho certeza de que será um momento muito especial pra todos nós.
Postado por zani em 20/12/2011.
Fonte: Instituto Feeling
 
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